sexta-feira, 25 de abril de 2014

Apague o ditador da Sua Escola

Algumas organizações, como o Levante Popular da Juventude e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), lançaram, concomitantemente, uma campanha para mudar nomes de escolas que homenageiam colaboradores do regime militar.
De acordo com o Inep, 976 escolas públicas têm nomes de presidentes daquele período da história brasileira.
A campanha do Levante "Apague o ditador da sua escola" inclui um amplo movimento de mudança de nomes de escolas que homenageiam agentes patrocinadores do Golpe e os ditadores de plantão.
A ideia é propor projetos de iniciativa popular às Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores, após a realização de amplo debate com a comunidade escolar, a fim de legitimar o pleito.
O site criado pela CNTE ditaduranuncamais.cnte.org.br ajuda a explicar como propor a mudança, incentivando a sociedade a rever as homenagens prestadas aos apoiadores e colaboradores do regime militar. (fonte: página do MST)

Para apoiar a campanha, assine a petição on-line no site da Avaaz .org


Acesse este link para baixar a cartilha da Campanha

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Calendário Geral de Mobilizações Nacionais e Internacionais 50 anos do golpe

Lançado blog que relaciona o Calendário Geral de Mobilizações Nacionais e Internacionais - 50 anos do golpe militar.
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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Guia histórico de locais de luta democrática no Recife

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A Prefeitura do Recife disponibilizou, desde dezembro de 2012,  a versão online do livro Recife Lugar de Memória, de autoria dos escritores Plínio Santos Filho, Malthus Oliveira de Queiroz e Sidney Rocha. Além de ser um guia turístico de visitação de lugares de memória, é também um documento histórico que contém todos os roteiros que nos levam aos lugares onde os pernambucanos resistiram e lutaram pela liberdade democrática.

O material une conhecimento geográfico e histórico ao interesse pelo turismo, trazendo informações sobre pontos turísticos e citando fatos e aspectos relevantes dos lugares visitados, sempre focando em quatro rotas históricas. ”O guia é voltado para um público mais específico, que tem um olhar sobre a história. Nós estamos inseridos no conceito da Coalizão Internacional de Sítios de Consciência, e também preservamos a tese ‘Para que nunca se esqueça, para que nunca mais aconteça’, que adotam os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade”, completou a secretária.

Para a secretária da pasta, Amparo Araújo, um povo sem memória não tem identidade. Por isso, a gestão do prefeito João da Costa deixa para a cidade um recorte da história de repressão vivida no Estado. ”Não podemos analisar a história contemporânea sem ter um olhar para o passado. O roteiro do livro foi dividido em ciclos com o objetivo de traçar essa linha do tempo, abordando a época do açúcar, da invasão dos holandeses, das revoluções de 1817 e 1824 e da ditadura militar, até chegar aos dias atuais”, explica a secretária.

De acordo com um dos escritores de Recife Lugar de Memória, Plínio Santos Filho, a cidade do Recife serve como cenário e seus monumentos, ruas e personagens ditam a sequência do livro. ”É uma obra que exigiu muito esforço, porque tivemos que reunir documentos e fotos de cada local, contemplando a história do Recife desde a sua fundação, passando pelos vários eventos históricos que aconteceram”, destaca.

A publicação é resultado de uma parceria entre a PCR, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã (SDHSC), e o Ministério da Justiça, que financiou o projeto. Além da versão online, o livro também será apresentado no formato impresso e distribuído posteriormente pela SDHSC. ”A princípio nós disponibilizamos apenas a versão online, porque com o surgimento de novos locais de memória que ainda não foram identificados, eles serão devidamente incluídos e a leitura será atualizada. (fonte: site da Prefeitura da Cidade do Recife)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ato Público em Memória dos Deputados Cassados pela ditadura

Deputados Federais cassados
em 10 de abril de 1964

1. Abelardo Jurema (PSD-PB)
2. Adahil Cavalcanti (PTB-CE)
3. Almino Afonso (PTB-AM)
4. Arthur Lima Cavalcanti (PTB-PE)
5. Benedito Cerqueira (PTB-GB)
6. Bocayuva Cunha (PTB-RJ)
7. Costa Rego (PTB-PE)
8. Demistóclides Batista (PST – RJ)
9. Eloy Dutra (PTB-GB)
10. Fernando Santanna (PSD-BA)
11. Ferro Costa (UDN-PA)
12. Francisco Julião (PSB-PE)
13. Garcia Filho (PTB-GB)
14. Gilberto Mestrinho (PTB-RR)
15. Hélio Ramos (PSD-BA)
16. Henrique Oest (PSP-AL)
17. João Dória (PDC-BA)
18. José Aparecido (UDN-MG)
19. Lamartine Távora (PTB-PE)
20. Leonel Brizola (PTB-GB)
21. Marco Antonio (PST-GB)
22. Mario Lima (PSB-BA)
23. Max da Costa Santos (PSB-GB)
24. Milton Dutra (PTB-RS)
25. Moysés Lupion (PSD-PR)
26. Neiva Moreira (PSP-MA)
27. Océlio de Medeiros (PSD-PA)
28. Ortiz Borges (PTB-RS)
29. Paiva Muniz (PTB-RJ)
30. Paulo Mincarone (PTB-RS)
31. Paulo de Tarso (PDC-SP)
32. Pereira Nunes (PSP-RJ)
33. Plínio Arruda Sampaio (PDC-SP)
34. Ramon Oliveira Neto (PTB-ES)
35. Rogê Ferreira (PTB-SP)
36. Roland Corbisier (PTB-GB)
37. Rubens Paiva (PTB-SP)
38. Sérgio Magalhães (PTB-GB)
39. Sylvio Macambira Braga (PSP-PA)
40. Temperani Pereira (PTB-RS)
41. Waldemar Alves (PST-PE)

A Câmara dos Deputados realizou em 10/04/2014 um ato público em homenagem aos 41 deputados cassados há 50 anos pela ditadura militar. Eles perderam seus mandatos, em 10 de abril de 1964, por força do ato institucional nºs 1.
A presidente da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), lembrou que, naquela época, havia 409 deputados. Ou seja, em um único dia, os militares destituíram 10% dos representantes eleitos pelo povo.
"A gente queria marcar na memória da Casa e da sociedade, esse fato marcante que foi a violação a essa instituição com a cassação de tantos mandatos populares e que é uma violação à soberania popular, porque nós não estamos aqui por nós mesmos, nós estamos representando aqueles que nos mandaram pra cá."
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também destacou que é "preciso manter viva na memória das gerações mais novas os atos cometidos durante o regime militar para que isso não volte a acontecer no Brasil."
O deputado Assis do Couto (PT-PR), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, ao citar a importância da data, avaliou que “os primeiros atos depois do golpe trataram de cassar mandatos de representação popular, e isso não ocorreu por acaso”.
A integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos Iara Xavier participou do evento e reiterou a posição da comissão de que é preciso solucionar todos os casos de desaparecimento e morte durante o período da ditadura militar, que durou 21 anos.
"Essa luta não vai acabar neste mês, não vai acabar neste ano. Ela vai permanecer até o esclarecimento total dos nossos mortos e desaparecidos, até que eles sejam responsabilizados criminalmente e penalmente pelos crimes praticados. Entendemos que a sociedade tem que se organizar."
Ao todo, 173 parlamentares foram cassados durante o regime militar. O ato público foi organizado pela Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, que é ligada à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.
A homenagem aos deputados federais atingidos pelos primeiros atos do regime de exceção se insere nos eventos alusivos ao Ano Nacional da Memória, Verdade e Justiça, proclamado em ato assinado pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves.

As cassações de direitos políticos promovidas pela ditadura, em 10 de abril de 1964, não se limitaram aos 41 deputados, mais 62 brasileiros (presidente, ex-presidentes, governadores, militares, líderes sindicais, jornalistas, embaixadores, intelectuais),  também foram atingidos por esse ato de força. 

Veja a seguir a relação:

1. Luiz Carlos Prestes
2. João Belchior Marques Goulart
3. Janio da Silva Quadros
4. Miguel Arrais de Alencar
5. Darci Ribeiro
6. Raul Riff
7. Waldir Pires
8. Gen. R/1 Luiz Gonzaga de Oliveira Leite
9. Gen. R/1 Sampson da Nobrega Sampaio
10. Clodsmith Riani
11. Clodomir Moraes
12. Hercules Correa dos Reis
13. Dante Pelacani
14. Oswaldo Pacheco da Silva
15. Samuel Wainer
16. Santos Vahlis
17. Lincoln Cordeiro Oest
18. Heber Maranhão
19. José Campelo Filho
20. Desembargador Osm Duarte Pereira
21. Ministro José de Aguiar Dias
22. Francisco Mangabeira
23. Jesus Soares Pereira
24. Hugo Regis dos Reis
25. Jairo José Farias
26. José Jofily
27. Celso Furtado
28. Marechal R/1 Osvino Ferreir Alves
29. Josué de Castro
30. João Pinheiro Neto
31. Djalma Maranhão
32. Huberto Menezes Pinheiro
33. Ubaldino Santos
34. Raphael Martinelli
35. Raimundo Castelo de Souza
36. Rubens Pinho Teixeira
37. Felipe Ramos Rodrigues
38. Alvaro Ventura
39. Antonio Pereira Netto
40. João Batista Gomes
41. Ademar Latrilha
42. Feliciano Honorato Wanderley
43. Othon Canedo Lopes
44. Paulo de Santana
45. Luiz Hugo Guimarães
46. Luiz Viegas da Mota Lima
47. Severino Schnaipp
48. Meçando Rachid
49. Newton Oliveira
50. Roberto Morena
51. Benedicto Cerqueira
52. Humberto Melo Bastos
53. Hermes Caíres de Brito
54. Aluisio Palhano Pedreira Ferreira
55. Salvador Romano Lossaco
56. Olympio Fernandes de Mello
57. Waldir Gomes dos Santos
58. Amauri Silva
59. Pelopidas Silveira
60. Barros Barreto
61. Helio Vitor Ramos
62. José Anselmo dos Santos 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Entrevista com o Deputado Adriano Diogo, presidente da Comissão da Verdade Rubens Paiva de SP


 
O programa Contraponto entrevista o Deputado Adriano Diogo .
Em debate os 50 anos do golpe militar e as investigações da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e de dezenas de instituições parceiras, como as comissões estaduais e municipais criadas nos últimos dois anos.
Contraponto – O programa é uma parceria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.
fonte: Blog do Miro

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ato em Homenagem à Resistência e Luta pela Democracia

Ato na no Tuca, teatro da PUC-SP, lembrou os cinquenta anos do golpe militar de 1964 com música, poesia e denúncias. Organizado por uma ampla variedade de entidades.

Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça e presidente da Comissão de Anistia, ao iniciar o evento fez uma espécie de testamento político sobre o significado trágico do período em que o Brasil foi governo pelo arbítrio e a violência. Segundo ele, o ato era para demarcar os valores e posições em torno de uma batalha que tem sido difícil, demorada, mas vitoriosa. Não só porque algumas conquistas democráticas estão sendo implementadas, mas fundamentalmente porque os atos em torno da verdade, da memória e da justiça sobre os crimes do passado em todo o Brasil têm reunido amplos segmentos da juventude.

Para Paulo Abrão, é preciso dizer com voz ativa que a sociedade brasileira não aceita, em nenhuma hipótese, a tomada do poder com uso da força das armas, a ruptura institucional. Segundo ele, o Brasil está vencendo o negocianismo, o medo de discutir o passado, porque hoje é muito mais difícil sustentar teses de que a torturas não existiu e negar que o Estado criou deliberadamente um aparato sistemático de destruição de vidas. “Essas estruturas foram engendradas por dentro das administrações, com dinheiro do povo, como centros de torturas”, afirmou.

Segundo ele, a ditadura matou desde o seu primeiro dia. Assassinou no Rio de Janeiro e no Recife no primeiro dia do golpe. Prendeu, torturou e abusou dos direitos de milhares de militares que disseram não, que não aceitaram serem instrumentalizados para instaurar um regime ditatorial. Prendeu sindicalistas, caçou mandatos políticos, desde o seu primeiro instante. “A sociedade brasileira resistiu porque ela tinha o legítimo direito de resistir. E agora vamos disputar esse novo caráter nacional. Porque falar de memória e instituir a disputa política é dizer que a historia não é mais contada pelo viés, pelo olhar dos vencedores de então”, destacou.

Paulo Abrão disse que por meio dessa grande processo de mobilização cultural virá à tona questão que ainda não foram resolvidas. Ele lembrou que seguimentos das elites políticas e econômicas até pouco tempo atrás diziam ser um erro levantar esses temas ou discutir esses assuntos, pois causaria instabilidade democrática. “Estamos dizendo que não, que é o contrário, que não é possível olhar para o futuro sem reconhecer cada erro do passado. Isso é construir uma nova a ética social. Isso é construir uma nova cultura nas nossas relações. A cultura da transparência, da verdade e da memória. Uma luta contra a cultura do jeitinho, dos favores, da ausência de justiça social”, asseverou.

Essas iniciativas, de acordo com Paulo Abrão, estão criando um grande movimento nacional para gerar uma consciência critica no povo brasileiro em favor da democracia, dos direitos humanos, “pois não existe democracia sem um profundo respeito a todos os direitos humanos, na sua completude”. “É por isso que estamos inaugurando monumentos ao ‘nunca mais’”, destacou, enfatizando que no Rio de Janeiro um deles foi erigido em frente ao Clube Militar e dedicado aos militares cassados por seus pares. “Porque a dignidade desses militares esquecidos é também o exemplo que queremos que contamine os militares do presente, aqueles que hoje estão dentro das Forças Armadas, para que nunca atentem contra o seu povo, para que nunca instrumentalizem uma instituição tão cara para o Estado e a democracia para fins de realização de intempéries pessoais”, afirmou.

Assista o Ato na íntegra



Paulo Abrão disse ainda que falta gerar um ambiente para consolidar a força do “nunca mais” como um valor da democracia. “Hoje são muitos os jovens que têm uma crítica muito forte ao excesso de pragmatismo político. Eles têm razão. Mas temos a responsabilidade de não permitir que essa crítica ao pragmatismo político se transforme em ceticismo com a política. Porque o que a ditadura quis fazer era isso. Ela criminalizou a vida política, a política, a participação popular, a liberdade de pensamento, a organização social. Não podemos ter descrença com a política como a forma de organização da nossa vida social. Se não concorda com os políticos que hoje estão aí, se candidatem, participem, filiem-se aos partidos políticos. Se não concordam com partidos que estão aí, organizem-se, Fundem novas organizações partidárias”, asseverou.

Mesmo as discordâncias com o sistema, disse, precisam ser tratadas no âmbito da política. “Organizem-se. Lutem apara alterá-lo! Mas em nenhuma hipótese deixemos que a vitória da ditadura, na sua cultura autoritária projetada para frente, seja dada com a descrença dos jovens na política.

Após a inauguração do monumento ao “nunca mais” em frente ao Tuca — um dos 16 que serão instalados ao longo do ano, um projeto da Comissão de Anistia em parceria com o Instituto Alice —, começou o ato no teatro, apresentado pelo ator o Sérgio Mamberti simbolizando uma homenagem a todos os artistas vítimas da ditadura. O auditório do teatro que foi criminosamente incendiado nos tempos da ditadura, e que em 1978 o 1º abrigou o 1º Congresso Nacional pela Anistia, estava repleto. No palco, se apresentaram antigos frequentadores, como o poeta Thiago de Mello — recebido de pé pela plateia — e o músico Sérgio Ricardo — nos anos 1970 eles participaram do show “Faz Escuro Mas Eu Canto”, o mesmo título de um livro de Thiago de Mello.

Algum tempo depois, Thiago de Mello, ainda na atividade diplomática, recebeu um malote com os jornais e viu na primeira página do Correio da Manhã a figura do líder comunista Gregório Bezerra descalço, só de calção, “o peito todo lanhado, o sangue ainda escorrendo, puxado por uma corda". "Este não é meu pais", afirmou. Duas semanas depois veria, também no Correio da Manhã, a imagem de outro comunista, Astrojildo Pereira, "apaixonado pela obra de Machado de Assis". "Tomei sozinho a decisão de renunciar ao meu posto", lamentou. Thiago de Mello disse ainda que ao tomar conhecimento do Ato Institucional número 1, o primeiro da ditadura militar, escreve o famoso poema “Os Estatutos do Homem”.

O Coro Luther King interpretou “Viola Enluarada”, de Marcos Valle — segundo Mamberti, o verso “O mesmo pé que dança o samba se for preciso vai lutar” expressa “a índole do povo brasileiro" — “Bella Ciao”, hino de resistência italiana durante a Segunda Guerra Mundial, “O Bêbado e a Equilibrista, de João Bosco e Aldir Blanc”, e “A Internacional”. Sérgio Ricardo também cantou “Perseguição” e “O Sertão vai Virar Mar”, trilhas do filme “Deus o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha.

Na tribuna, João Alexandre Goulart, neto do presidente deposto pelos golpistas em 1964 João Goulart, destacou a ausência nos livros de história de informações exatas sobre o avô. "O silêncio da morte foi a versão oficial do governo", disse ele, ressaltando também a omissão sobre a participação norte-americana no golpe e as campanhas do complexo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES)/Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), uma poderosa organização de empresários ligados ao capital multinacional, nas conspirações que levaram ao golpe. "Em que página (dos livros de história) estava a Operação Brother Sam?", indagou, referindo-se à participação dos Estados Unidos na trama golpista.

Maria Rita Kehl, da Comissão Nacional da Verdade, disse que uma das justificativas para o golpe é totalmente inconsistente: a de que a ditadura foi um mal necessário “para evitar que o Brasil se tornasse uma Cuba”. "O golpe implantou uma ditadura de 21 anos para evitar que aqui virasse uma ditadura? Tem alguma coisa errada aí. Inconscientemente, eles se denunciam", afirmou. "O que eles vieram evitar foi o que eles fizeram." Ela comentou ainda o carimbo de “comunista” que a direita espalhou sobre João Goulart. "O projeto de Jango não era do comunismo radical, mas de reformas. E estamos atrasados até hoje. Na verdade, eles vieram para evitar a distribuição de renda, de terra, dos meios de produção."

Falaram ainda os representantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) — leia a íntegra aqui —, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do Partido dos Trabalhadores (PT), da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da Arquidiocese de São Paulo (representando Dom Paulo Evaristo Arns) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

A atividade foi uma iniciativa de diversas entidades e organizações políticas, entre elas as fundações Maurício Grabóis, Perseu Abramo e Getúlio Vargas; os partidos PCdoB e PT; as centrais sindicais CTB e CUT; as entidades juvenis UNE, UBES e UJS; a UBM, o MST, a Conam e a OAB. Integram também a organização da atividade a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Rubens Paiva e a Comissão da Verdade da PUC-SP – Reitora Nadir Gouvêa Kfouri.
Fonte: texto de Osvaldo Bertolino no site da Fundação Maurício Grabois

terça-feira, 1 de abril de 2014

Caminhada pela Verdade, Florianópolis

 
Caminhada em repúdio ao golpe civil-militar de 1964, promovida por diversos grupos de esquerda, em primeiro de abril de 2014, em Florianópolis

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ato Político-Cultural de repúdio ao golpe militar de 1964

Em todas as grandes cidades do Brasil os Comitês da Rede Brasil Memória, Verdade e Justiça chamam os homens e mulheres de boa vontade para comparecerem à praça principal ou a locais determinados, para celebrar o mais sagrados de todos os atos que já fizemos.
Realizaremos um Ato Político-Cultural e ecumênico de Resistência e Repúdio aos 50 anos do golpe de Estado militar-fascista em nosso país. 
Para esmagar as formidáveis conquistas e o avanço dos movimentos sociais dos trabalhadores da cidade e do campo no início dos anos 60, os grandes empresários do Brasil, dos EUA, as forças armadas do Brasil, os latifundiários  e a igreja, sob o comando do governo dos EUA, derrubaram pela força das armas o governo João Goulart, que acabara de anunciar um projeto Reformas de Base propondo a Reforma Agrária, aumento de 100% no salário mínimo, nacionalizando as refinarias de petróleo e limitando as remessas de lucros das empresas estrangeiras para reinvestir no desenvolvimento do Brasil, entre outras importantes reformas para o progresso do nosso país.
Hoje, há exatos 50 anos, os trabalhadores conscientes do Brasil exigem, e com muita justeza, que os Estado brasileiro apure as graves violações da lei e dos direitos humanos e puna, exemplarmente, os torturadores, os mandantes e financiadores dos crimes imprescritíveis de lesa-humanidade aqui praticados: sequestros, torturas, estupro, assassinato, ocultação de cadáveres e desaparecimento forçado.
Queremos exercer o sagrado direito de enterrar os nossos mortos, como heróis da liberdade e da democracia para os trabalhadores. E queremos justiça para que golpes, ditaduras e torturas NUNCA MAIS ACONTEÇAM!

Coordenação do CMVJ-PE:
Amparo Araújo, Rodrigo Deodato, Anacleto Julião, Marcelo Santa Cruz e Edival Nunes Cajá.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Comitê Memória, Verdade e Justiça será lançado em Pernambuco em 23 de agosto de 2011

Nesta terça-feira (23), a partir das 9h, será realizado o lançamento do Comitê Estadual Memória, Verdade e Justiça, no Centro Cultural Rossini Alves Couto - Ministério Público de Pernambuco. O evento reunirá representantes de diversas organizações da sociedade civil, que buscam fortalecer a instalação da Comissão da Verdade, cujo projeto tramita na Câmara dos Deputados (PL 7.376/10), além de lutar pela abertura dos arquivos da ditadura militar e exigir acesso irrestrito aos documentos produzidos de 1964 a 1988.

O Comitê “Memória Verdade e Justiça” surge a partir da reivindicação da sociedade civil. Defende o resgate da História como fundamental para que se possa avançar na construção de uma sociedade plural, justa, solidária, democrática e com direitos iguais para todas e todos.

Participam desse comitê grupos organizados, personalidades, partidos políticos, intelectuais, estudantes, instituições, cidadãos e cidadãs que lutam em busca da democracia, da justiça e antes de tudo da verdade para que a história de violações aos direitos humanos não se repita. O Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec) participa desse Comitê, dando total apoio às reivindicações.


PROGRAMAÇÃO DE LANÇAMENTO DO COMITÊ ESTADUAL DE MEMÓRIA, JUSTIÇA E VERDADE

09:00 - MESA DE ABERTURA
09:45 - EXIBIÇÃO DO FILME “OS 30 ANOS DA ANISTIA”.
10:00 - LEITURA DA CARTA DE PRINCÍPIOS / APRESENTAÇÃO DOS PROPÓSITOS DO COMITÊ / LANÇAMENTO
COORDENADORES: MARCELO SANTA CRUZ;  CAJÁ;
FALAS:
MPPE / OAB / APAP / CLODOMIR
11:00 - A COMISSÃO DA VERDADE E AS POLÍTICAS DE REPARAÇÃO NO BRASIL
                        PALESTRA: IVAN SEIXAS
                        COORDEBADOR DA MESA: MARCELO SANTA CRUZ/AMPARO ARAÚJO
DEBATEDORES:RODRIGO DEODATO / MANOEL MORAES
12:00 - DEBATE
12:30 - INTERVALO
13:30 - ABERTURA DOS TRABALHOS: “O HINO DAS LIGAS CAMPONESAS”
Maestro Geraldo Menucci
13:35 -  EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO “VOU CONTAR PARA OS MEUS
FILHOS”, DE TUCA SIQUEIRA
14:00 - DEPOIMENTOS
Elzita Santa Cruz / Elizabete Teixeira / Alexina Crespo / Abelardo da Hora / Clodomir Morais / Iberê / Agassiz Almeida / Pe.Reginaldo Veloso / Sílvia Montarroyos / Zezito da Galiléia / Magnólia Cavalcanti
COORDENADOR DA MESA : WESTEI CONDE/ ANTONIO CAMPOS
16:00 - APRESENTAÇÃO CULTURAL
16:00 - LANÇAMENTO DO LIVRO “BACURI”, de  Vanessa Gonçalves

Serviço:
Evento: Lançamento do Comitê Estadual Memória, Justiça e Verdade
Dia: terça-feira, 23 de agosto
Horário: A partir das 9h
Local: Auditório do Centro Cultural Rossini Alves Couto, do Ministério Público de Pernambuco, na Avenida Visconde de Suassuna, 9, Boa Vista, Recife/PE